Você sabia? A publicação do ensaio sobre Teoria da Evolução pela Seleção Natural completou o 157º aniversário. Saiba mais!

Charles Darwin e Alfred Wallace dividem os méritos por explicar a evolução dos seres vivos

 

Você sabia que a publicação do ensaio da Teoria da Evolução pela Seleção Natural, proposta por Charles Darwin e Alfred Russel Wallace, completou 157 anos ontem, dia 20 de agosto? Quando falamos em evolução biológica, geralmente o primeiro nome que nos vem à mente é o de Charles Darwin. Entretanto, não podemos atribuir todos os méritos a ele, já que Alfred Wallace também havia percebido muitos dos aspectos que Darwin apontou em suas observações que guardou, basicamente em segredo, por mais de vinte anos. Apenas quando Wallace enviou a Darwin seus manuscritos – devemos nos lembrar que este voltou da expedição bastante reconhecido como cientista – é que ele foi impulsionado a publicar suas ideias. Seguindo o conselho de amigos, a teoria foi revelada com a autoria dos dois, em 1858.

Lá pelo início do século 19, explicar a origem dos seres vivos e a grande diversidade de animais e plantas do planeta era uma das principais questões da ciência. Por isso, muitos pesquisadores estiveram debruçados sobre o tema, cada qual fazendo suas observações e formulando teorias. Darwin e Wallace estavam incluídos nesse grupo. Darwin era, desde criança, um apaixonado pela natureza. Aos 22 anos, teve a oportunidade de fazer uma viagem de navio ao redor do mundo, financiada pelas autoridades britânicas. Durante o passeio, visitou a África, a América do Sul e a Oceania, fazendo observações sobre os animais e fósseis encontrados.

Depois de recolher muitas informações e materiais dos lugares por onde passou, Darwin começou a organizar suas hipóteses sobre a origem das espécies. Escreveu alguns ensaios iniciais, mas manteve as questões mais revolucionárias em segredo e só as comentou com alguns amigos. Até que, em 1858, recebeu uma carta que o fez mudar de ideia…

O remetente era Wallace, um jovem conterrâneo de Darwin com uma trajetória parecida – ele também esteve viajando pelo mundo, primeiro ao Brasil e depois à Indonésia, coletando informações sobre os seres vivos. Nascido em uma família pobre, Wallace tinha o mesmo sonho de descobrir a resposta para origem das espécies, mas não tinha condições de bancar a viagem. Teve, então, uma ideia: aproveitar a expedição para coletar e vender na Europa alguns animais e plantas, o que lhe serviria de sustento durante a pesquisa.

As observações de viagem também foram a base para que Wallace formulasse sua teoria da evolução por meio da seleção natural, que enviou a Darwin em carta no ano de 1858. Quando leu a correspondência, Darwin tomou um susto: as ideias eram praticamente iguais às dele! Darwin contou o acontecido a amigos cientistas, que sugeriram organizar uma sessão na qual os dois naturalistas pudessem apresentar sua teoria. Ela aconteceu no dia 1 de julho de 1858, na Sociedade Lineana da Londres, na Inglaterra. Foram lidos manuscritos de Darwin e a carta de Wallace, sem a presença dos autores.

No ano seguinte, Darwin publicou seu livro A Origem das Espécies, que gerou burburinho e lhe rendeu muito mais fama do que Wallace jamais teve. Os dois, no entanto, tornaram-se amigos por toda a vida – unidos pela teoria que formularam ao mesmo tempo e que até hoje esclarece a sociedade sobre o surgimento dos seres vivos no planeta.

Entenda a teoria da evolução
Em resumo, a teoria da evolução das espécies diz que os grupos de seres vivos passam algumas características de pai para filho e, de uma geração para a outra, a natureza vai selecionando os indivíduos mais adaptados ao ambiente em que vivem. Assim, conforme o ambiente se modifica – com aumento ou diminuição na temperatura e no nível de chuvas, por exemplo – sobrevivem e se reproduzem mais os indivíduos que têm mais condições de se alimentar, escapar de predadores ou encontrar parceiros para reprodução, entre outras habilidades. Esse processo é chamado de seleção natural e, ao longo de milhões de anos, o resultado é o surgimento de novas espécies, parecidas com as originais, mas diferentes em algumas características cruciais. Clique aqui para saber mais.

O ensaio original pode ser visualizado no site Darwin Online.

 

Fontes: Brasil Escola e Ciência Hoje

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