Comissão organizadora do Encontro de Jovens Cientistas lamenta morte de Consuelo Pondé de Sena

Consuelo PondéA Comissão Organizadora do Encontro de Jovens Cientistas lamenta a morte, aos 81 anos, da historiadora e presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Consuelo Pondé de Sena, no último dia 14 de maio. Importante lembrar que a intelectual foi uma das conferencistas do 2º Encontro de Jovens Cientistas, realizado em 2009, na sede do IGHB. Na ocasião, ela falou sobre o histórico da instituição para estudantes de escolas públicas e particulares que participaram do evento.

Consuelo e Rejane

Consuelo Pondé e Rejâne Lira, em 2009

Confira a biografia:

Nasceu em Salvador, no dia 19 de janeiro de 1934, filha do médico Edístio Pondé e de Maria Carolina Montanha Pondé. Casou-se com o neurologista Plínio Garcez de Sena e teve quatro filhos: Maíra Pondé de Sena, psicóloga, Maria Luíza Pondé de Sena, assistente social, Maurício Pondé de Sena, guia de turismo e Eduardo Pondé de Sena, psiquiatra.

Cursou o Infantil na Escola Santa Clara de sua tia Maria do Carmo Pondé, ingressando, aos sete anos, no Colégio N.Sa Auxiliadora, onde cursou o primário e o secundário, dele saindo em 1949. Em seguida, matriculou-se no Colégio N. Sa das Mercês, onde cursou o Clássico, concluindo-o em 1952. Naquele Colégio foi redatora e diretora do jornalzinho SERUIAM. Habilitou-se, então, ao vestibular de Geografia e História, logrando a primeira colocação. Diplomou-se a 10 de dezembro de 1956, tendo por paraninfo o historia-dor José Wanderley de Araújo Pinho, seu mestre de História do Brasil e da Bahia.

Durante o curso manifestou preferência pelas disciplinas de natureza antropológica, tendo sido designada pelo Prof. Thales de Azevedo secretário do Seminário de Antropologia, por ele criado naquela Faculdade, com cujo mestre também trabalhou em pesquisa na Escola Parque (Escola III), na rua Marquês de Maricá. Ainda quando estudante colaborou com o prof. Carlos Ott, em pesquisa no Arquivo da Arquidiocese de São Salvador e com o Prof. José Valadares na bibliografia da Arte Brasileira, conforme está consignado na publicação pertinente deste autor.

Atraída pelo estudo da língua Tupi, e incentivada pelo prof. Frederico Edelweiss, dedicou-se a esse estudo tornando-se, posteriormente, sucessora daquele mestre no ensino da mesma disciplina. Substitui-o em duas oportunidades, em 1959 e 1960, quando afastado do ensino por motivo de saúde. Assumiu definitivamente a docência de Língua Tupi em 1963, dela se afastando apenas em 1993, após 31 anos de trabalho. Em 1974, foi nomeada diretora do Centro de Estudos Baianos da UFBa, por intermédio da Portaria nº 1322.

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